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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Barcelona



Sim, eu sei. Falar que Bracelona é linda, animada, "jovem" (acreditem, para quem mora na Europa, isso faz a maior diferença), tem um clima bom e boa comida virou quase um cliché.

Para falar bem a verdade, eu torcia um pouco o nariz, achava que tudo isso não passava de uma grande moda, e que daqui a alguns anos a cidade "cool" viraria uma outra, qualquer outra, tão jovem quanto, tão animada quanto, etc.

Mas não é que tive que me render aos encantos de Barcelona? Realmente, pareceu-me uma cidade quase perfeita para visitar e morar. A cidade é linda, limpa, alterna bem propostas culturais com diversão ao ar livre, tem praia (nao muito bonita, mas melhor que não ter...), enfim, me pareceu quase perfeita não fosse o catalão (não entendi nada) e aquela secura que desidrata até camelo.

Mas na verdade, queria falar sobre a culinària local, que é extraordinària.

Mais precisamente, queria falar sobre o Sagardi. Sagardi é um bar de tapas, que na verdade é basco, mas combina perfeitamente com Barcelona. Fica instalado numa pracinha no meio do bairro gotico. O principio do bar é o seguinte: eles possuem um enooooorme balcão onde vão colocando pratos cheinho de "pintchos" que saem da cozinha a todos os instantes. Os pintchos são os mais variados e são simplesmente deliciosos.

Cada grupo recebe um prato e fica instalado de pé no balcão ou em uma das poucas mesas. Você mesmo pega o pintcho que quiser e deixa o palito em cima do prato. Simples assim. Você pega o pintcho, não comunica a ninguém, dà umas três mordidas e joga o palito no prato. E por ai vai. Cada pintcho custa 1,80 euros. E ai mora o perigo. Individualmente, eles não são caros, especialmente pela qualidade e pelos produtos utilizados (bacalhau, camarão, jamon serrano, etc). No final, você dà seu prato ao garçon e ele conta os palitos e anuncia a conta. E ai, meu amigo, segure-se. Um endereço "incontournable", come eles dizem por aqui.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Vàrias a respeito de Madrid

* Tinha me esquecido o que era sol e o quanto eu sou originària de um pa'is tropical. Não que aqui em Paris não tenha sol. Ter tem. Mas é um sol do norte, que não esquenta e o céu fica no màximo azul bêbê, nunca azul turquesa. Deve ter sido no céu de Paris que Charles Aznavour se inspirou quando escreveu "Moi qui n'ai connu toute ma vie Que le ciel du nord J'aimerais débarbouiller ce gris En virant de bord". Se não posso ir "au bout de la terre", como pede Aznavour, ao menos pude ir pra Espanha. E confesso que a claridade que encontrei por là me fez sentir saudades do Brasil

* Como comemos bem na Espanha!! Foi uma fartura so: paella, peixe e principalmente churrasco argentino. Aqui na França, carne de boi é um luxo. Eu que nunca fui muito carnivora, mas que estava acostuma a comer carne de boi umas cinco vezes por semana, nas suas diversas formas, nunca achei que fosse ficar tão feliz em ver chegar à mesa um filé suculento saido da grelha... nham

* Uma noite em que estava muito cansada, acordei de repente e não sabia nem onde eu estava e nem o que era a minha vida. Esse sentimento durou por uns dois minutos, e foi uma das sensações de maior angùstia que jà experimentei. Não sabia mais onde morava nem o que vinha fazendo nos ùltimos meses. O Numa teve que me esclarecer que estàvamos em Madrid, mas que moràvamos em Paris. Ai me lembrei... Bizarro, não?

* Nada como estar em familia

* Escrevendo tudo isso, jà bateu umas saudades...

* As fotos eu coloco numa outra hora

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Portas de Granada






Algumas das portas que revelam a herança mourisca de Granada, no Sul da Espanha. Uma mais bonita do que a outra.