segunda-feira, 7 de julho de 2008

Férias de Verão

-Jà faz mais de uma semana que estou de férias e elas têm sido uma delicia. O verão na Europa é maravilhoso, com os dias longuissimos (tem escurecido quase às 23, amanhecio às 5 da manhã), aquele sol que te deixa uma marca da sua sandalia no pé. Todo mundo està mais livre, leve e solto.
Tenho ido em muitas festas. A primeira dela, logo no dia seguinte que entramos de férias, foi um churrasco na beira de um lago num lugar a 1 hora daqui, na fronteira com a Normandia. Fomos toda a galera de trem, fizemos churrasco, fogueira, fomos dormir às 6 horas da manhã ao relento e acordamos às 9 por causa do calor. Nadamos no lago, andamos de barquinho, foi uma delicia.

-Outra festa deliciosa foi a de despedida do meu amigo do mestrado Marcus. Ele é alemão e vai fazer o duplo diploma com uma universidade de Berlim, então està indo embora de Paris, o que me deixa realmente triste, pois ele é sem duvida uma das pessoas de quem eu mais gosto na minha sala. A festa, no entanto, foi uma delicia. Na hora de voltar para casa, eu e mais varias pessoas pegamos o ônibus circular noturno, que faz um circulo em Paris, passando pelos principais pontos da cidade. O problema é que eu peguei pro lado errado, e como estavamos em grupo, tive preguiça de descer e de pegar para o outro lado. Resultado: demorei 1H30 para voltar para casa. Na ida, de metrô, tinha levado uns 15 minutos.

-é especialmente em momentos como esse que dou valor a morar aqui. Algumas cenas que vivo aqui acho tão improvavel de vivê-las em São Paulo. Como essa, de ficar numa festa até as 3 da manhã sem ter a menor idéia de como vou voltar e no final, sempre conseguir chegar em casa de uma forma ou de outra, considerando que nenhum estudante tem um carro em Paris.
Isso me faz lembrar da lei seca no Brasil, do fato que estarei là no final dessa semana e da minha jà angustia de como vou poder beber uma cerveja e conseguir voltar para a casa....

-Nesse clima de despedidas e festas do inicio do verão, organizei uma festa brasileira para meus amigos do mestrado. Trabalhei muito, fiz pão de queijo (de verdade, não aqueles que jà vem a massa pronta), folheado de palmito, mousse de maracujà, batida de coco, batida de caju, uma decoração com abacaxis, ficou tudo muito bom e a maioria gostou muito.

-Quinta-feira estou indo para o Brasil, depois de tanto tempo. Ansiedade.....

-ah, fotinhos das festas, no flickr

terça-feira, 1 de julho de 2008

Passado (quase) um ano...

O ano letivo terminou. Com isso, terminei meu primeiro ano do mestrado. O primeiro de dois, o que quer dizer, que jà cheguei bem na metade. Pois bem. Vim para a França ficar "no minimo dois anos". E voilà que o primeiro desses dois anos jà passou. E eu continuo mais perdidinha do que nunca.
Achei que como tempo, meu "objeto pequeno A" fosse substituido de "fazer mestrado na França" por alguma coisa que pudesse indicar meu futuro. Mas até agora, nada. Recentemente, ele tem sido explorar meu tema de mestrado ou me preparar para uma viagem de um mês para o Brasil. O que, convenhamos, não tem nada de "obejto pequeno A".
Durante esse ano, nesse blog, tentei contar alguns aspectos positivos dessa minha nova vida. Tiveram muitos que não contei aqui. Quase não falei sobre o meu mestrado, por exemplo, que no final das contas é o motivo principal por eu estar aqui e não me decepcionou. Quase não falei desse maravilhoso mundo acadêmico ou das pessoas interessantissimas e multiculturais que encontrei por aqui. Bref,....
Mes existem outras coisas que praticamente não mencionei aqui e que têm dificultado a definição do meu proximo "objeto pequeno A". A verdade é que nunca tinha sofrido tanto por me sentir estrangeira. Nos EUA eu tinha sofrido um pouco, mas era nova e de qualquer forma, dependente. Na Italia, ser estrangeira era aminha liberdade. E nem me sentia tão estrangeira assim. Aqui, eu abro a boca, e eu percebo o meu sotaque. No auge do meu inglês, as pessoas sme perguntavam se eu vinha de Brazil, Indiana. Na Italia, tinha um sotaque, mas jà cheguei a ser confundida com uma italiana do norte. Mas aqui, é impossivel. Sinto-me como o personagem de Budapeste. Não importa o esforço que eu faça, continuo a cometer vàrios erros, e continuo a estampar aquele sotaque...
Echec!
Mas qual é o drama, você pode pensar? O drama é que essa falta da maestri da lingua me cria uma sensação de dependência. Além disso, acho que para uma jornalista é ainda mais dificil essa situação. Estou cada vez mais certa que não poderia trabalhar com jornalismo por aqui (ou talvez em qualquer lugar fora do Brasil). A não ser que seja algo tipo documantàrio.
Isso reduz as minhas perspectivas.
Um outro ponto importante é a minha relação com a cidade. Paris é linda e todos a amamos, mas ela definitivamente agravou minha claustrofobia. As, vezes, sem exagerar, acho que fiquei com seqüelas psicologicas por ter vivido um inverno em Paris, num apartamento minusculo esmagado entre dois outrs prédios. Jà acordei à noite desesperada, com a sensação que estava sufocando, e tive que ir respirar na janela. Jà sonhei que estava prensada dentro do metrô, e acordei ofegante. Meu Deus, essa cidade é pequena demais para nos todos, serà que vocês não percebem?
Parce que não, ou então as pessoas não esão nem ai, passam na rua batendo e encostando em você, espremendo-se nos cafés, nos metrôs, nas filas, no hall da faculdade e nos cinemas. Preciso de AR! Por favor, abram as janelas, surto de meningite!
Tenho desenvolvido uma certa fobia de gente. Existe isso?
Ao invés de São Paulo, queria ir para o centro-oeste, onde a densidade demogràfica deve ser uma das mais baixas do mundo.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Querido, tem um gato na minha gaveta ou de como eu ganhei um Garfield


Hà quase um mês, meus vizinhos de cima foram morar em Nova York e me deixaram esse presente gordinho e peludo. Não parece de pelucia?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O natal que eu não tive

Além de peru, arroz e batata palha, o natal para mim combina com sorvete de chocolate chip et cereja. E proximidade de férias de verão.
Quando foi natal por aqui não tive nada disso. Mas eis que agora a cereja està ficando cada dia mais barata, e o tempo està propicio ao sorvete de chocolate. O melhor é comer os dois juntos, mergulhar a cereja no sorvete ja quase derretido.
Engraçado como sorvete de chocolate me lembra meu avô, e cereja, meu pai. Eles sempre compraram essas coisas na época do Natal.
Tenho lembranças boas do meu pai trazendo aquele saquinho de cerejas, provavelmente compradas no farol.
A outra parte do natal, ou seja, o peru e a batata palha, espero poder comer quando chegar ao Brasil, daqui a 3 semanas.

E as férias, é questão de menos de uma semana.
-------------------------------------------
Enquanto isso, estou no ritmo de Wave. Quase me achando uma Gal Costa.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Sobre loucos, FHC e neuroses multiplas

- é impressão minha ou Paris concentra o maior numero de loucos por metro quadrado? Talvez so NY consiga bater o recorde. Tenho a imprensão que nesses paises de gringos as pessoas sao muito mais problemàticas. Por que serà? Tem tanto louco em SP e eu não me lembro?

- Depois de Rafael Correa, hoje foi a vez de nosso querido FHC aparecer na minha "fac". Falou um monte de lugares comuns, disse que paises com mairia indigena sao paises mais dificeis de serem governados, disse que ele privatizou coisas mas nao mexeu no essencial (petrobràs). Disse que o Peru ainda nao entendeu que precisa reduzir a desigualde social (e o Brasil entendeu?). Comparou Lula com os militares (ele se enderça à naçao apenas para falar de economia). E ainda por cima o achei bem envelhecido.
Mas o francês dele é bem dos bão.

-Momento nostalgia (2): o céu no Brasil não dà a impressão de ser maior do que o daqui? Tipo, na Italia parece grande, mas aqui, tenho sempre a sensação que o céu é menor. Eu sei, momento nostalgia total.

-Neuroses: essa semana anda com nojo de tudo e todos (menos dos conhecidos). O metrô està explodindo, as pessoas estão com calor e eu estou obcecada. Se alguém espirra do meu lado, jà fecho a cara. Outro tirou potes de remèdio e jà quis ficar longe. Fico farejando que nem cachorro pra ver se não tem ninguém fedidão do meu lado. A cada minuto, acho que vou desmaiar. Eu hein!

-Falar em desmaiar, a enfermeira tirou três vezes a minha pressão hoje. Ela não acreditava no numero que ela via (baixo). Depois perguntou se eu comia. Mal sabe ela.

-Momento nostalgia (3): Não vejo a hora de ir pro Brasil. Não vejo a hora de ir pro Brasil. Não vejo a hora de ir pro Brasil.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Fotos da Italia




Com muito atraso, coloquei no Flickr um dos 3 filmes que tirei na Italia. E da regiao de Liguria.
O endereço é o mesmo de sempre.


So um gostinho da Italia.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Salada Russa

Se tem uma razão para adorar o Brasil é a total falta de purismos gastronômicos. Pegamos a pizza e colocamos frango com catupiry. O nosso croissant tem tanto chocolate quanto queijo e presunto dentro. O X-burger ganhou ervilha e milho, pode ser prensado, com muita batata palha.
E o melhor: ninguém estranha, ninguém olha feio, ao contràrio.
Adoro o fato de nao termos muitas regras para a culinària. Adoro como conseguimos adotar um pouco do melhor da comida de cada lugar e ainda criar uma coisa completamente nova...

Enquanto isso, na Europa:

Pizza, com P maiusculo, é aquela com tomate, mozzarela et manjeiricao. A massa tem que ser feita de forma X, com uma quantidade Y de sal. E tem que ser napolitana.
Croissant é so no café da manha, e é so doce. Coloque um queijo dentro de um croissant e espere um francês ter um infarto.
Tente fazer a famosa receita belga "moulles et frittes" (vongole e batatas fritas) com aquela batata "smile". Você vai ouvir varias pessoas diozendo: "nossa, que inventiva você. Em geral, vongole é com batatas fritas" (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
E por ai vai....